O Seminário Gerenciamento de Crise - Mídias Sociais para o Setor Público, realizado pelo IDP com o apoio do Governo de Goiás e da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (SEGPLAN), reúne nesta sexta-feira diversos representantes do Governo Federal e da mídia brasiliense para discutir temas como Pós-Verdade, Fake News e gestão de crises de reputação. O seminário é fruto do curso de especialização em Comunicação, Marketing e Mídias Sociais para o Setor Público.

Patrícia Blanco, presidente executiva do Conselho Diretor do Instituto Palavra Aberta, alertou para o cuidado de ver algumas críticas que se tornam virais na internet como sátira e não notícia. Para ela, a garantia da liberdade de expressão deve acontecer ao mesmo tempo em que se evita a proliferação de notícias falsas nas redes sociais.

“Temos que assegurar quaisquer medidas tomadas para coibir notícias falsas ou que tenham como objetivo evitar casos de calunia e difamação não afetem a liberdade de expressão. Pelo contrário, a liberdade deve ser ampliada”, disse.

Lilian Tahan, diretora de redação do Portal Metrópoles, discorreu sobre timing e ritmo de uma plataforma digital e as diferenças para os veículos impressos. Tahan compartilhou dicas com os participantes para atender solicitações de jornais: “Nunca deixe de responder a uma demanda. Alguns jornalistas evitam responder à imprensa para que a matéria não saia, mas use o fato e a internet não ter limite de espaço a seu favor. No jornal, sua nota será editada. No meio digital, dificilmente. Então, solte o verbo”, disse.

Carne Fraca

Iva Velloso, assessora de imprensa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), abordou na sua palestra a operação “Carne Fraca” e quais foram as iniciativas dos assessores para lidar com esse caso.

Velloso destacou que a assessoria conseguiu usar a rede social a seu favor e reverter uma situação muito grave: “Nós utilizamos três pilares para conseguir lidar com o caso: transparência, rapidez na resposta e coordenação da operação. Trabalhamos muito para atender toda a demanda da imprensa sem deixar ninguém sem resposta. Nossas respostas envolviam vários órgãos do governo e trabalhamos em conjunto de forma coordenada”.

Pequenas Corrupções

A segunda parte do seminário contou com palestra de Guilherme Rocha, assessor de comunicação da CGU, que deu dicas de como montar uma campanha digital com poucos recursos com base no case do órgão “Diga não às pequenas corrupções”. O projeto, que se tornou viral com 10 milhões de visualizações e mais de 200 mil compartilhamentos, teve ampla divulgação na mídia nacional e foi até tema de redação de um concurso da CGU.

“No dia a dia da comunicação,a gente monitora as notícias que estão repercutindo no site e produzimos conteúdos com imagens. Também cascavilhamos o site e separamos tudo que achamos interessante para divulgação nas redes”.

Saúde

Para Ana Miguel, assessora do Ministério da Saúde, antes de começar um trabalho diferenciado de mídias socias, é importante traçar os objetivos da página “Nós queremos fazer da página do órgão uma fonte. A saúde é de todos e é importante que o ministério assuma esse papel de ser uma fonte segura de informação”, explicou.

O último painel, conduzido por Francisco Pinilla, diretor de internet na Secretara de Comunicação Social da Presidência da República, abordou o tema “Redes Sociais e Mídias Digitais – Um Monstro em Construção”. Pinilla defendeu a ideia de promover campanhas integradas, como acontece na presidência, que opera a partir de um posicionamento com sinergia, envolvimento facebook live, NBR, tecnologias, vídeos e animação. “Hoje possuímos 13 milhões de pessoas no facebook como audiência de todos os canais do governo”, disse.

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